quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Noite de ano novo!

Esse ano passou e nem vou dizer que não senti, pq senti muito. Foi um ano de fortes sentimentos e de grandes aprendizados tbm. Mas diferente dos anos anteriores, não estou com a menor vontade de fazer balanço do ano que acabou e nem muito menos fazer planos para o ano que chega.

Gil, eu entendo quando falas: “Tenho a impressão de que amanhã morri em 2008...”. E isso pra mim é de uma alegria infinita. Morrer para nascer o novo. O novo que n me causa mais medo. Só o novo que me encanta!


"O tempo passa. Eu Aprendo. E silencio agradecendo".


"Façamos da interrupção um caminho novo. Da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro!"(Fernando Sabino)



Feliz 2009 à todas e todos!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

“É a razão, emoção disfarçada de mediocridade?”

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Reduzimos tudo a símbolos.
E a razão nada mais é que uma grande ilusão.
Nossos sentidos são reduzidos.
E nada faz muito sentido.
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

[seguuuuuuuuuuuuuuuura]


Meu pai é fascinado por cavalos. Daqueles vaqueirões machões, sabe? Não nos damos bem pq eu não gosto das coisas que ele gosta e eu não gosto das milhões de coisas que ele gosta, justamente pq não consigo me identificar com essa figura paterna. A verdade é que não suporto esse mundo cowntry! Sou absolutamente contra rodeios!

Aí está a única foto que eu tirei em cima de um cavalo. Eu morro de medo desses animais. Eles são altos e eu fico pensando que em qualquer momento eles sairão pulando por eu estar pesando nas costas deles. Essa foto só foi possível pq: 1° eu era pequeno e eles me colocaram em cima desse cavalo. 2° minha mãe ficou atrás do cavalo (escondidinha) segurando minha mão. Vcs conseguem ver a perna dela? 3° Pq meu pai tirou a foto rapidinho.

Reparem na minha cara de desespero.

[gratidão]

Engraçado como essa paz de espirito sentida me faz desonhecer todas as lágrimas gastas nos ultimos meses. Tenho aprendido a aproveitar os pequenos prazeres que a vida me proporciona. Só vim entender a carta da Gil (na qual ela me xinga um pouco) agora.

Se esticar ao acordar. Segurar o xixi, enquanto toma cerveja, ao máximo, para depois, enfim, mijar. Assistir o especial de Roberto Carlos no Natal com a família. Cantar enquanto toma banho. Chegar super suado da academia e entrar debaixo do chuveiro gelado. Escutar música alta no quarto e dançar. Falar com os amigos no telefone. Testar seu potencial numa paquera. Ler Clarice com todo o tempo do mundo. Comer chocolate. Apreciar o céu. Tomar banho de mar. Acreditar na revolução branca. Abraçar minha mãe. [...]

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Uma coisa eu aprendi nesse ano. Como o impossível fascina!
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Não sei que porra é o Natal. Data pra vender e fazer as pessoas pensarem que PRECISAM ganhar um presente. Não acredito que o nascimento de Cristo tenha sido nessa data e sempre achei o papai-noel tão... tão...tão... tão sem graça. Lembro que quando criança eu tentava ao máximo ficar acordado para vê-lo chegar, mas dorminhoco como sempre, pegava no sono. Mas sei que, por tradição, a família sempre se reúne. E é tão bom!
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Feliz dia de hoje!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

FDS

O que falar do final de semana?
Pouco a dizer, muito a sentir.
Aprendizados em silêncio.
Admiração pulsante.
Coisas que só compreenderei no futuro.
[Encontros]


- Aprendi que preciso de feedbacks! –


[Na volta, entro num taxi, e mais uma vez um sujeito que acha que, ‘só e somente só’ por compartilharmos de um pênis em baixo da barriga, somos próximos. E com toda essa intimidade começa a falar coisas inapropriadas.]

- Boa semana e boas energias! =]

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

How beatiful could a being be

Os livros estão cheios de palavras vãs.
As prateleiras expõem a confusão.
Teorias e teoremas que não servem de nada.
Clareza? É preciso generosidade!
Escrever um livro
Ou uma teoria própria
Na tentativa de entender a imensidão,
O infinito nunca entendível

Caetano canta: “Desde o tempo em que você andava
Com quem não conhece o seu segredo
Que, sem pensar, brinco de repetir
- Você é minha,
Minha e não desse aí.”

Eu discordo mas continuo escutando-o

Fernando Pessoa me grita: “Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei de fazer as coisas
Que qualquer mão pode colher?

Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.

Para que? ... se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a esquecerei? ...”

Eu concordo mas não o leio mais.

Enquanto tudo isso acontece, eu silencio.
“O tempo passa,
eu aprendo e
silencio agradecendo”.

O ar me enche os pulmões
As rosas me ofertam cores
O cheiro do bom gosto
A pele arde de maciez.
Eu silencio agradecendo.

“Me deixa viver!”
cansado do significante “bonzinho”.
e se minha escrita parece confusa,
procure me conhecer mais,
se assim quiser.
“Uma flor sem limite”.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

nu e cru

Acordei e vi a msg de Jack querendo ser a primeira a me desejar parabéns. E conseguiu! Me levantei cedo da cama e fui tomar banho. Recebi o abraco dos pais. Fui à universidade e fiz meus três atendimentos. Anoto-os todos no meu caderno de atendimentos e saio reflexivo. Edna me encontra e me dá os presentinhos de Deborah da Espanha (cartão postal – o primeiro cartao postal que recebo na vida- chaveiro e os chocolates mais gostosos que eu já comi). Encontro algumas pessoas pela praça e pego carona para casa com minha irmã.

Chego em casa e começo a escutar música. “E o terror de ser deixada”. “Me larga!”. Me animo e tomo outro banho. Coloco minha nova cueca boxer e saiu achando que estou sexy. Antes tomo um wisqui com minha mãe. Chego no beijaço contra a homofobia na reitoria da UFPB e me deparo com um emocionante ato político. Muitas pessoas. Belos discursos. Vou para um bar perto da universidade. Bebo. Bebo. Bebo. Bebo. E o show começa: abraço os amigos, vivo intensamente o retorno de uma amizade, choro um amor perdido e digo pela trigésima vez que aquela é a última vez, peço Maria Rita no DVD, riu, danço, fico só de cueca para Marilia, meu celular descarrega =~~, fico rouco de tanto falar – Marilia tbm ficou, peço um presente pernambucano, recebo Cd de Caetano de presente (marilia) e livro sobre as teorias de amor na psicanálise (saulo). Dou pulinhos. Me emociono. Agradeço. Volto para casa e penso feliz: "o amor só se dá para quem se deu..."

Um ano se passou e eu tenho certeza que “o amor levarei para onde for”.