Os livros estão cheios de palavras vãs.
As prateleiras expõem a confusão.
Teorias e teoremas que não servem de nada.
Clareza? É preciso generosidade!
Escrever um livro
Ou uma teoria própria
Na tentativa de entender a imensidão,
O infinito nunca entendível
Caetano canta: “Desde o tempo em que você andava
Com quem não conhece o seu segredo
Que, sem pensar, brinco de repetir
- Você é minha,
Minha e não desse aí.”
Eu discordo mas continuo escutando-o
Fernando Pessoa me grita: “Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei de fazer as coisas
Que qualquer mão pode colher?
Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.
Para que? ... se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a esquecerei? ...”
Eu concordo mas não o leio mais.
Enquanto tudo isso acontece, eu silencio.
“O tempo passa,
eu aprendo e
silencio agradecendo”.
O ar me enche os pulmões
As rosas me ofertam cores
O cheiro do bom gosto
A pele arde de maciez.
Eu silencio agradecendo.
“Me deixa viver!”
cansado do significante “bonzinho”.
e se minha escrita parece confusa,
procure me conhecer mais,
se assim quiser.
“Uma flor sem limite”.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
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Um comentário:
"cansado do significante “bonzinho”."
ledo engano meu nas épocas em que lhe rotulei de bonzinho. aliás, hoje em dia, bonzinho pra mim é um adjetivo não perjorativo, que chego a tomar nojo.
"bonzinho é o caráleo"
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